Tuesday, May 22, 2007


A estrutura do Grande Arche...


Um carrinho de bebé... mais uma vez, Picasso, no mesmo jardim de esculturas...


Porque adoro grávidas, gravidezes, recém-nascidos... não há mulher mais bonita do que uma mulher grávida. Picasso, claro! Museu de Picasso em Paris, no jardim das esculturas.


Musée d'Orsay...


Musée d'Orsay... a minha sombra... o grande relógio...


No interior do Pompidou, observando Paris...


Reflexos, num ambiente intimista, criado numa pequena sala do Pompidou...


Sombras...


Cor...


Texturas...


Pompidou... um local onde se encontra todo o tipo de arte, num edifício ultra-moderno...

Notre Dame... lembrando o filme da Disney "O Corcunda de Notre Dame" e as suas gargolas... Paris por baixo, imenso. Olhando-o, a gargola, pensativa...


Uma das ruas de todas as luzes e sombras... montras, mulheres expostas...


Because you can-can-can... Moulin Rouge


Sacré-Coeur...


Caras conhecidas...


O castelo de todos os sonhos... Um mundo de magia, fantasia e ilusão, onde a criança que há em todos nós não consegue fazer outra coisa que não seja sorrir. Eurodisney...


A parede envidraça, espelhando as nuvens, de um dos quatro livros abertos da Biblioteca François Mitterrand...


Mais movimento urbano... nas escadas que descem para uma das entradas do metro... aqui, em qualquer lugar, desde que as rodas dos patins possam rolar à vontade...


A estrutura metálica da Torre Eiffel... as sombras...



Eu, debaixo da Torre Eiffel...



O movimento urbano, num salto captado ao pormenor, com um dos marcos da cidade como pano de fundo...



Um rosto incompleto, metálico... no Museu de Arte Moderna de Paris.

Paris... a cidade dos pormenores.

Bom, há já algum tempo que não escrevia no blog. Tenho andado "por aí", entre viagens e trabalho, e não tem sido possível dedicar um tempinho a este espaço.
Pois é... estive em Paris, a cidade dos detalhes. Em cada rua e em casa esquina, uma história, um pormenor engraçado, algo pelo qual vale a pena parar um pouco e olhar.






Paris é grande, tudo é grande lá. Em jeito de piada, dizíamos nós que "por estas e por outras existe a expressão 'à grande e à francesa'", quando caminhando nos deparávamos com Notre Dame, Grand Palais, Petit Palais (petit?!?), Louvre, Torre Eiffel... e tantos outros monumentos.
Paris é arte e cultura. Respira-se arte. Condensado em "pequenos" grandes espaços, muitas das grandes obras de pintura, escultura, cerâmica... impressionante. Picasso, Miró, Leonardo Da Vinci, Matisse, Rodin... tantos e tantos nomes. É como pegar num livro de História de Arte, abrir página a página, e descobrir em cada canto da cidade aquilo de que se fala no livro.
Paris é diversidade. Passeando pelas ruas da cidade é usual cruzar-me com judeus, cujos restaurantes, talho e lojas, mostram um pouco daquilo que é o seu dia-a-dia (e que cheiro delicioso emanava daqueles restaurantes... voltarei um dia para experimentar!). É usual também ver muçulmanos, pessoas de etnia africana... véus, vestidos tradicionais... Indianos com as suas típicas lojas onde podemos comprar de tudo um pouco. Numa rua, muitos rostos diferentes.
Paris é fantasia. Porque não podia, evidentemente, deixar de entrar no mundo mágico da Eurodisney. Sozinha, ao entrar naquele espaço, sorri como uma criança. Apetecia-me correr e gritar "estou aqui! sim, estou aqui!". É bom ser-se criança. Gosto dessa inocência. Gosto da forma como se sonha. Como aquele castelo passa a ser o meu castelo e eu a princesa que lá vive. As montanhas russas, o enjoo, os loopings... O musical que lembrou vários filmes que me marcaram, com a bonecada toda, as luzes... e a lágrima que não consigo conter porque SIM, gosto de sentir a criança que há em mim. SIM, gosto de cantar aquelas músicas. SIM, adorei mexer-me ao som delas ao longo do espectáculo.
Paris é romantismo. Inala-se amor em alguns dos locais por onde andei. Restaurantes iluminados com velas, jardins imensos... esculturas representando beijos, abraços, toques subtis...
Paris são "aqueles pequenos momentos". É comer um crepe com Nutella, nos Champs Élysées... parar debaixo de uma arcada ao som de um violino tocado por alguém que anda ali... sentar-me numas escadas a comer a sandes que trago na mochila para o almoço (com um monumento atrás de mim e outro à frente)...
Paris é ambiente urbano. Pessoal jovem a andar de bicicleta de um lado para o outro. Patins em linha a descerem pelos corrimões das escadas de acesso ao metro. Demonstrações de break dance no meio da rua. Muito ferro e estruturas metálicas imensas. Muito vidro. Paredes enormes de vidro, com as nuvens espelhadas. O metro, o RER... linhas infindáveis que se cruzam em mapas de fácil leitura (depois de se lhe apanhar o jeito).
Paris é can-can, Moulin Rouge, cores fortes, vermelho, moínhos...
Paris é também sexo, sim, como em todas as cidades. Talvez mais forte e evidente do que em algumas. Montras não assumidas de mulheres expostas. Neóns que anunciam os locais de encontro, para "um copo" com alguém desconhecido.
Paris é vida estudantil. a Cité Universitaire é um exemplo do que gostava de ver cá. Residências enormes, gigantes, repletas de estudantes. A casa do Japão, da Espanha, de Portugal, de Marrocos, da Índia... tudo junto. Os quartos pequenos mas personalizados, à medida de cada um. A casa de banho onde se deposita a loiça do dia anterior que não apeteceu lavar. Os colchões da cave, trazidos às escondidas, para receber os visitantes. Faz parte. É o mundo Erasmus em acção. Saudades...
Adorei. Adorei tudo. Os momentos em que passeei sozinha pela cidade, embrenhada nos meus pensamentos, aproveitando cada momento, cada local, cada cheiro, cada cor. Os momentos em que estive com a minha Verusca e as nossas conversas. A independência que senti. A vontade que tinha de estar ali também de outra forma. Tudo faz parte. E foi tudo bom.

Because... a kiss is just a kiss...

Tuesday, May 1, 2007

Suiça - Abril de 2007

Deixem que vos acompanhe numa visita a alguns lugares da Suiça... porque mais uma vez tive a oportunidade de sair da rotina, do meu dia-a-dia habitual, e partir à descoberta. Desta vez na companhia dos meus pais, que por lá vivem neste momento, do meu irmão, da minha cunhada e do Jonhy. Muito bom... recomendo.


Let's start our walk...


Destas e muitas cores mais se faz a Suiça...


Um lago que encontrámos pelo caminho... rodeado de montanhas, claro... com pessoas a desfrutar de um café ou de um momento de relax nas suas margens, pessoas a fazer windsurf... um ambiente diferente.


Em Verbier, uma estância de esqui sem neve, em Abril... o verde, a neve apenas ao fundo e só no cume... mas uma paisagem deslumbrante, seja coberta de branco ou assim... (já tive a oportunidade de ver ambas).


Outra perspectiva do Lago Léman, desde o Chateau de Chillon, algures de uma das suas salas, de uma das suas múltiplas janelas...


No Chateau de Chillon... imponente, depois de um passeio de barco pelo Lago Léman até lá chegarmos...


Uma exposição de talheres na cidade levou a que colocassem um garfo no Lago... o resultado? Diferente... E o cisne, animal muito presente naquelas bandas.


Tantos passeios dados junto a este lago, a estas árvores...


As bicicletas, os barcos, o lago e as montanhas... palavras para quê?

Montanhas que envolvem o lago Léman, em Vevey. Um muro gigante de uma beleza imponente.

Thursday, April 26, 2007

Waiting on the world to change...

Concluo às vezes que o mundo que me rodeia tem tanto para me dar, que muito me escapa. Quero absorver tudo, aproveitar cada inspiração. Quero um dia poder dizer que vivi num mundo que conheço, que é um pouco meu. Sim Joana, vamos viajar! Vamos conhecer, ver, sentir, tocar. Pessoas novas, mundos novos, culturas totalmente diferentes e belas. Vamos! Sem hesitações.
É talvez por sentir isto que não compreendo como hoje em dia ainda é possível existir quem acredite na "supremacia duma raça", num único tipo de pessoas com a qualidade para fazer este mundo girar... para mim, existe uma raça apenas, a humana. E muita, muita variedade de pensamentos e ideias, de formas de estar na vida, de maneiras de encarar os diversos aspectos do dia-a-dia. Por todas me interesso e quero tentar conhecer o máximo possível. Aprendo sempre um pouco mais cada vez que isto acontece.
Já diz Che, no fim daquele grande filme que é "Diários de Che Guevara", que marca também o fim de uma grande viagem... "eu já não sou eu, pelo menos não o mesmo eu que fui". Sinto-o cada vez que tenho oportunidade de ver um pouco mais deste mundo, seja um bairro novo mesmo aqui ao lado, ou um país distante.
É também por isso que relembro aquele discurso "I have a dream"... e palavras tão poderosas como as que cito a seguir, e tão actuais, apesar dos anos que passaram e de tudo o que supostamente mudou...
"Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. (...) I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal." (...) I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today! (...) I have a dream that one day (...) little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers. (...)"
E por isso quero conhecer este mundo. Por isso amo "saltar o muro". Por isso tantas e tantas experiências em estágio e agora, em trabalho, são tão importantes para mim.
Lembro então, por fim, aquela música... e também eu fico à espera (tentando fazer a minha parte...)
We're still waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
One day our generation
Is gonna rule the population
So we keep on waiting
Waiting on the world to change
No we keep on waiting
Waiting on the world to change
amanhã mais um país...........
amanhã mais cultura............
amanhã mais diversidade.....
HOJE NÓS, UNIDOS.
porque só existe um mundo,
e só existimos nós,
PEOPLE OF THIS WORLD..

Tuesday, April 24, 2007

Até já... porque não quero dizer adeus.

E mais um anjo que nos deixa na terra, mas nos aguarda noutro local.
As pessoas boas desaparecem, como as más. A morte não escolhe.
Lembro aquelas aulas, aquela abordagem da Enfermagem, aquela forma de ver a vida. VIVE O AQUI E O AGORA, dizia.
As suas mãos enrugadas, os seus braços meigos, o seu abraço apertado. O seu corpo já velho, o seu espírito sempre novo. A forma como se sentava connosco no chão, em colchões ou cobertores estendidos, descalça.
Lembro as gargalhadas que provocou. As lágrimas que fez explodir na nossa face. O que remexeu cá dentro. Como me ajudou a encontrar-me, depois de anos perdida, calada, com medo (de mim, do mundo... não sei). Como fez o mesmo com todos e cada um de nós.
Lembro como nos compreendia. Como respeitava o nosso silêncio. Como respeitava a nossa necessidade de falar. Como respeitava os momentos em que cantávamos e ríamos (e cantava e ria connosco). Como proporcionava todos esses momentos.
Não foi em vão que falámos dela no fim do curso, no discurso do 4 CLE, na nossa Benção... Não foi em vão que lembrámos as suas aulas. Não foi por acaso que quando o fizemos, uma onda de aplausos surgiu, espontânea.
Não foi por acaso que lhe agradeci na minha monografia.
Não foi por acaso que um nó na garganta apareceu ao ler a mensagem que me dava esta notícia. Não foi por acaso que isto aconteceu com tantas outras pessoas.
Sei que se estivesse aqui, connosco, neste momento, quereria que lembrássemos tudo, com um sorriso, e que as lágrimas fossem substituídas por sorrisos e uma festa. Porque a morte faz parte da vida. Porque sempre gostou que encarássemos isso com a maior naturalidade possível.
Quero que saiba, onde quer que esteja, que gosto muito de si. Que lembramos todos com carinho o que vivemos consigo e a parte de si que deu a cada um de nós.
Leve consigo a certeza, que tenha sido 1, 2 ou 5 aulas apenas, foram muito marcantes todos os momentos que partilhámos com a professora.
Obrigada por tudo.
Uma boa viagem professora Arlete...