Tuesday, July 5, 2011

Gosto destes dias de sol, da tranquilidade de ter várias folgas seguidas, de poder planear tudo o que tenho que tratar e resolver com tempo, porque tenho esse tempo...

Monday, July 4, 2011

Escribir(te) en español...

En la vida, no todo es apenas blanco o apenas negro... no vivimos siempre en extremos que no controlamos... la vida supone, o debe suponer, equilíbrio... No somos las personas más felices o más tristes, somos personas que van viviendo momentos de mayor o menor felicidad. Hoy tuvimos un buen día, diría, un día verdaderamente hermoso... Compartimos no apenas los besos y los abrazos... pero también las sonrisas, las miradas, los pequeños gestos de cariño, unas séries en la televisión, unas músicas en mi habitación, unas horas de sueño bien juntos... A veces tengo momentos em que me enfado con la vida, porque no es simple... nunca me da lo que es simple. Otras vezes le sonrío, porque me da tanta cosa buena, tanta cosa que, creo, mucha gente no vive jamás... A ti, my angel, gracias por todo eso que me das, aunque sea todo complicado... mientras es bueno, vale la pena... también a mí, y no solo a tí, me es dificil hablar de algunas cosas y demonstrar lo que siento en algunos momentos... pero hoy, como ayer, sé que quiero estar contigo, aunque sea así, aqui y allá... cuando la vida lo permite.


Te quiero mucho...

Wednesday, June 29, 2011

Saudades daqueles tempos de criança em que era tudo mais fácil e bastava perguntar:


"Quanto % gostas de mim?"


:)

Monday, June 27, 2011

Lisboa, cidade das mil cores.

Outro dia, no meio de uma conversa com uma rapariga do Porto, no Mac Donald's do Rossio, diz ela: "epah, eu quando venho a Lisboa sinto que saí de Portugal". É verdade. Em pleno coração da cidade, a vida é muito cosmopolita. A mistura é mais do que muita. Juntam-se cores, religiões, nacionalidades, línguas e culturas diferentes... e deambulam, lado a lado, nas ruas. Algumas pessoas dizem que é demais, que tudo isto apenas traz problemas. Eu adoro. Adoro passear em Lisboa e ter um pouco deste nosso mundo tão perto, tão "acessível". Temos é de querer também conhecer as pessoas, falar com elas, sorrir-lhes. Ainda agora, estou numa loja com acesso à Internet a passar o tempo, e olho à minha volta e estou rodeada por pessoas de diferentes origens... As diferenças entre nós são tantas como, provavelmente, as semelhanças, mas por algum estranho motivo só reparamos muitas vezes no que nos distingue. Gosto que nem todas as peles sejam pálidas como a minha, que nem todos os olhos sejam castanhos como os meus, que nem todas as línguas sejam o meu português... e acho que todos crescemos um pouco quando nos apercebemos da riqueza de viver numa cidade assim e perdemos o medo de sair do nosso cantinho para poder conhecer o que ela nos oferece.

Tuesday, June 21, 2011

Corda Azul :)

Este fim de semana assisti ao meu primeiro evento de Capoeira desde que decidi entrar neste mundinho... foi também o evento em que ocorreu o meu baptizado e recebi a minha primeira corda... que orgulho! Foram três dias repletos de axé, malandragem, convívio, bons jogos, boas aulas, bons mestres para nos ensinar um pouco mais. Foi nervosismo naquele momento em que deixei de ser novata para passar a ser graduada. Foi partilha de sorrisos, gargalhadas e bons momentos com pessoas que vou conhecendo com o tempo e de quem gosto cada vez mais. Foi conhecer também gente nova e sentir que, pouco a pouco, estou mais integrada no GUC, no que ele representa, no seu espírito. Foi Capoeira, de manhã à noite... abadás, instrumentos, música boa. A criançada, a mostrar que é desde pequeninos que tudo acontece... e o pessoal mais velho mas iniciante, tal como eu, a demonstrar que nunca é tarde para começar. Foi bom, muito bom. E ontem, quando fui para a primeira roda após o evento, senti algo de muito especial ao olhar-me e ver aquele azul ao redor da minha cintura... e todas aquelas outras cores novas à volta da vossa.

Friday, June 10, 2011

Dias de celebração e memórias.

Ontem foi dia de trabalho. Isto de ser enfermeira tem destas coisas e o feriado não significa ficar em casa. Foi também dia de ir ter contigo, minha amiga, para celebrar o teu aniversário no pouco tempo que estivemos juntas, naqueles jardins da Gulbenkian, que outrora guardaram segredos e tempos de espera ansiosa para que o vosso presente se tornasse passado e, assim, o nosso presente se transformasse em futuro. Foi bom ver-te feliz Sara, acompanhada pelos amigos de sempre que te fazem sorrir. Um dia em cheio que planeaste como só tu sabes... com ideias do que fazer, mas permitindo que o tempo e a vontade te conduza ao longo das horas, mais do que outra coisa qualquer. E depois foi novo aniversário, desta vez do Grupo União na Capoeira, grupo que me acolheu há 8 meses atrás (e ao qual decidi também pertencer com um sorriso nos lábios, muita vontade de aprender e com os braços abertos). Foi convívio, juntar quem anda "espalhado" por aí mas pertence a um mesmo grupo. Foi roda com muito axé, juntando várias gerações e diferentes graduações... Foram olhares, sorrisos, música boa. O mestre que toca a guitarra e cria um ambiente bom no final de tudo. Por fim, foi aquele pedacinho a recordar tempos passados que não foram meus mas dos quais já tanto ouvi falar. Nós, a rir. Estes dias valem a pena. E adormecer, com aquela mensagem que me arrepia. Ele (o meu corpo) tens saudades dele (o teu).

Wednesday, June 8, 2011

Pensamentos...

Há cedências que se fazem, atitudes que se tomam, coisas que se dizem numa relação, que eu não consigo compreender. Acredito que dois mundos distintos se juntam quando decidimos partir para uma relação com outro, dois mundos que então se cruzam, surgindo um mundo comum. Mas a individualidade de cada um não deve perder-se. A relação não deve ser o chão que pisamos mas a rua paralela à nossa, com múltiplos cruzamentos onde nos encontramos. Se assim não for, quando sentimos que algo não está bem, perdemos o chão, aquele que sempre foi nosso desde que nascemos. Nosso e de mais ninguém. Ser em conjunto sem deixar de ser separadamente. Encontrar na vida sentido para além da relação. Amar intensamente mas também humanamente... porque nesta vida tudo é eterno e finito ao mesmo tempo. Rir e chorar, discutir por vezes, porque nem sempre isso se consegue evitar, mas em tom de conversa séria, onde debatemos ideias que podem não se conjugar... sem gritos, sem insultos, sem dizer o que não se devia dizer. É amar-nos primeiro, com a certeza que não há ninguém como nós, atribuirmo-nos o valor que temos, reconhecer que somos importantes porque todas as pessoas são importantes. Só depois podemos amar alguém sem receios, sem medos, sem nos perdermos de quem somos, valorizando as pequenas coisas que realmente importam. Em conjunto, em união, em fusão... mas cientes de que a nossa vida não se limita a uma relação afectiva concreta com alguém e de que a nossa felicidade depende apenas de uma pessoa: nós próprios.