Friday, January 15, 2010

Três já estão, faltam outros três...

... isto se não chumbar nenhum dos exames ou dos trabalhos, claro!


Ritmo desmesurado.

Haiti.

Acontece sempre implacavelmente, sem aviso prévio. Em segundos a terra treme e a vida de milhões de pessoas muda. E acontece, tantas e tantas vezes, aos povos que antes já sofriam muito, que antes já não tinham recursos, que antes já viviam no fio da navalha.
A quem para lá se deslocou para ajudar... calma, persistência, coragem. Adorava poder ir e fazer algo mais do que doar algum dinheiro e escrever neste blog. O trabalho que estas equipas fazem é incrível e muitas vezes desvalorizado. O tempo que se tarda é precioso para que as coisas funcionem. Nada é pior que uma missão destas com um começo desorganizado. No meio do caos, tudo tem de ser pensado ao milímetro.
Aos haitianos a força para voltarem a erguer o país, para encontrarem alguma satisfação na vida, algum motivo para sorrir. Que os pesadelos não durem eternamente e que amanhã seja um dia melhor.
Não ponho nenhuma imagem da destruição, morte e sofrimento a acompanhar este post. Já são muitas as imagens que vemos em todos os meios de comunicação existentes. A meu ver, por vezes demasiado explícitas. Respeitar os mortos e as vítimas destes acontecimentos passa também por não revelar as suas faces e corpos estendidos no chão.

Lutar pela Enfermagem!

A Enfermagem ainda não mostrou a sua força no nosso país. É isto que posso concluir da proposta que o governo fez em relação à progressão da carreira e grelha salarial que propôs para a Enfermagem.
Uma vergonha. Somos uma profissão que necessita constantemente de actualizações e de formação contínua. Para tal investimos muito do nosso tempo (sim, porque o estatuto de trabalhador estudante é só para alguns e em moldes muito distintos aos que a lei regula) e dinheiro (escusado será dizer que se nem o tempo nos dão muito menos o dinheiro). Além disso, desde 1999 que Enfermagem alcançou o grau de licenciatura e desde então que os nossos salários são significativamente mais baixos que o de outros licenciados. E a proposta feita, atendendo a algumas concessões dadas a alguns grupos profissionais nos últimos tempos, nomeadamente aos professores, aumenta ainda mais essa disparidade. Porquê? São mais? Fazem mais barulho nas ruas? Se a resposta é essa fica para reflectir... há uns meses atrás 5000 enfermeiros saíram à rua... pouco se falou disso. Porquê não vamos mais para a rua? Porque temos de prestar serviços mínimos, o que significa que um número "mínimo" de enfermeiros tem de ficar sempre a trabalhar... agora a ironia: este número "mínimo" é, em muitos casos, o número de enfermeiros que os serviços têm habitualmente. Ou seja, para além das nossas condições de trabalho, motivação e progressão na carreira (que desconheço desde que comecei a trabalhar, e já lá vão 3 anos e meio), falta-nos pessoal. Sim, ao contrário do que se diz não existem enfermeiros a mais. Existem sim enfermeiros no desemprego porque as dotações são inseguras, irregulares, ineficazes. O erro, a possibilidade de o doente ver a sua evolução e o seu prognóstico piorar porque as dotações não são as que deveriam ser, é tremenda, e isto foi já confirmado por inúmeros estudos de investigação.
Fazemos o nosso melhor mas não somos nada mais do que seres humanos. A desmotivação reina entre a nossa classe profissional e não compreendemos porque somos constantemente esquecidos e postos de lado. Será que as greves não abanam o sistema? Claro que não! Porque os nossos serviços mínimos garantem que ninguém sinta o seu impacto. O doente, a família... são todos os dias, de greve ou não, a nossa prioridade. Excelente seria ficármos à porta dos hospitais e centros de saúde, no dia de greve, e ninguém trabalhar nada de nada. Seguramente aí se perceberia o que fazemos, o impacto da nossa actividade e a verdade nua e crua: sem enfermeiros não há sistema de saúde. Aí perceberiam a importância do que fazemos.
Somos muito mais do que pessoas com fardas e batas brancas que tiraram uma licenciatura. Somos quem estamos 24h com o doente, quem antevê os problemas, quem faz a triagem, quem actúa em primeira linha, quem ouve, aconselha e orienta, quem dá a mão no último suspiro, quem cuida do corpo e da alma, quem detecta a emergência quando esta ainda não se tornou emergência e quem actúa em primeiro lugar quando a emergência se tornou inevitável. Somos nós, não é mais ninguém.
É uma vergonha o que nos propõem. Estou a falar de um salário base, para início de carreira, na ordem dos 990 euros para 35h... estou a falar de um salário assim comparado com um salário base de cerca de 1500 euros de outros licenciados como os professores. E ser especialista ou não é exactamente igual a ter feito unicamente a formação base. O que é isto?
É bom que nos ouçam, se não vamo-nos fazer ouvir. E bem alto.
Para mim, que desde que terminei o curso, desde o primeiro momento, invisto afincadamente nesta profissão, com formação contínua, com trabalhos, protocolos e apresentações no serviço, com a realização actualmente da Especialidade/Mestrado, tudo me parece ainda mais injusto. Vejo tantos e tantos enfermeiros como eu, a investir, a querer ser melhores para melhorar os cuidados e a saúde dos portugueses, e a resposta é esta.
Querem saúde? Querem melhores cuidados, mais humanizados e mais individualizados? Querem estar seguros num hospital e num centro de saúde, no momento em que se encontram, provavelmente, mais fragilizados? Então empreguem o número adequado de enfermeiros, e não os mínimos, e valorizem-nos. O "salário emocional" não é suficiente. Podemos adorar o que fazemos mas merecemos também que o nosso trabalho seja pago de acordo com a magnitude das nossas intervenções.

Wednesday, January 13, 2010

Indique as diferenças.




E não é que a rapariga até tira fotografias fantásticas???...
America's Next Top Model e Magascar... um mix nunca pensado antes!

Monday, January 11, 2010

Pilates.


Há uns tempos descobri no meu ginásio algo de que já ouvira falar mas nunca tinha praticado... Pilates. Hoje em dia tento não passar uma semana sem uma ou duas sessões. Maravilhoso. Relaxa-me, acalma-me do stress do dia a dia... sala a meia luz, respiração controlada, distanciamento das correrias habituais. Adopção das posturas mais correctas, aumento da flexibilidade, aumento da força (põe todos os músculos, até aqueles cuja existência desconhecíamos, a trabalhar!). Saio de lá regenerada. E com o quotidiano duro de se ser enfermeira (até a nível físico!!!) e estudante, bocadinhos como este sabem muito bem.

Recomendo!

Um já está, faltam cinco...

Tuesday, January 5, 2010

Música boa.

Adoro ouvir músicas que me emocionam, letras que me inspiram, sons que se entranham e me aconchegam num abraço musical... e detesto ouvi-las, sentir tudo isso num momento em que não estava à espera que acontecesse, absorver cada segundo e não saber o nome da música ou o cantor/grupo que a interpreta... acontece-me tantas e tantas vezes! "Perco o rasto" a pedaços de energia boa que me aparecem, inesperados... Porquê?!?