Quando disse que um dia chegaria o meu dia, não sabia que seria agora e contigo, mas como te disse, era esta sensação de paz e tranquilidade que imaginava... Sinto-me preenchida, completa, feliz... a loucura da paixão ferve dentro de mim mas apaziguada pela brisa de um amor forte, sem prazos de validade, sem limites para acontecer, sem tabus. Saudade dura mas boa de sentir...
Wednesday, August 22, 2012
Tuesday, August 21, 2012
Viagens...
"(...) E com a beleza que te encheu a alma já não precisas de acreditar em mais nenhuma eternidade senão a do teu olhar. Enquanto houver a Namíbia para ser viajada, nenhum homem se sentirá um estranho no Universo." (Um Lugar Dentro de Nós de Gonçalo Cadilhe)
E eu modifico apenas ligeiramente dizendo... "enquanto houver o MUNDO para ser viajado...".
E eu modifico apenas ligeiramente dizendo... "enquanto houver o MUNDO para ser viajado...".
Monday, August 20, 2012
Como é bom alguém nos dizer "vou contigo até casa"... sentirmo-nos acompanhadas, sentirmos que estamos lado a lado, bem juntos... sentir a proximidade, o carinho, a cumplicidade... ouvir-te como quem te vê... e, no final de contas, estármos separados por centenas de kilómetros... Que bom sentir tudo isso mesmo....
Friday, August 17, 2012
Pensando(-nos)...
Pensando(-nos)... e relembrando um texto antigo:
... gosto de ver o teu rosto desenhado à luz da lua numa praia praticamente só nossa... numa noite de verão.
... gosto dos nossos rostos retratados numa fotografia, emanando a alegria de estarmos juntos.
... gosto de nós, aquecidos pelos raios de um sol que se põe numa praia quase deserta também.
... gosto da tranquilidade que me dás, da paz que sinto junto a ti.
... gosto do que me dizes, olhando-me olhos nos olhos, sustendo o meu rosto entre as tuas mãos.
... gosto das nossas mãos dadas, apertando-se entre si, garantindo estarem lá uma para a outra.
... gosto dos nossos beijos, abraços, toques.
... gosto de passear contigo, ver novos lugares, revisitar outros.
... gosto de petiscar contigo e trabalhar para manter aquele "O" pelo qual temos tanto carinho.
... gosto de sorrir contigo mas também de poder chorar contigo.
... gosto de como me chamas, de me sentir tão mais bonita assim.
... gosto de te dar e de receber.
... gosto de um bom Magnum partilhado contigo.
... gosto de te ver e de que me vejas.
... gosto de nós, do que somos juntos, do que queremos continuar a ser.
... gosto das batalhas que travámos e ganhámos juntos, mesmo as mais difíceis.
... gosto da descoberta incessante e de me surpreender a cada dia.
... gosto do que encontrei junto a ti e pensava já perdido para sempre.
... gosto de poder ser feliz, sem receio.
... gosto de te sentir feliz e inteiro também.
... gosto de ti, sem qualquer "mas..." associado.
O livro da nossa história.
Permitir que alguém nos puxe e nos agarre... e não nos largue mais. A sensação de ser olhada com amor, de ser abraçada fortemente, de ser beijada com sabor a adolescência mas com forma adulta. O nosso encontro foi inevitável. O medo que senti dele tremendo. Naquele dia, ao som de música boa, quebrámos barreiras, transpusemos muros e criámos coragem para enfrentar o mundo... juntos. Não nos cansamos de (re)ver a nossa história. Dançando, comunicámos um com o outro, sem que da nossa boca saísse uma palavra. Falavam os corpos colados que se mexiam na noite, e não era preciso mais nada. Lá, noutro país, noutros mares, noutras ruas... decidimos trilhar este caminho lado a lado. Voltar foi duro mas também demasiado bonito. Perceber que tudo não passava de uma frase terminada com reticências, dando espaço a um enorme texto que vai surgindo, todos os dias, carregado de histórias para contar, de momentos vividos, de palavras trocadas. Vamos criando, deste modo, o nosso próprio livro... e dele somos personagens, autores e editores. Agora que nos separam alguns longos kilómetros, sinto a falta de te ter a meu lado... e nesse livro surgem apenas as palavras "até já... meu amor".
Tuesday, May 8, 2012
Artigo de Cristina Galvão no Expresso de 5/5/2012
"O comentário de Miguel Portas sobre os cuidados de enfermagem de que foi alvo foi uma das mais significativas homenagens que se podem fazer a um grupo profissional. O senhor Miguel foi há cerca de um ano operado a um cancro do pulmão. Saudável e autónomo até aí, pela primeira vez na sua vida esteve internado num hospital, cuidado por terceiros. Ficou surpreso com os cuidados de que foi alvo e manifestou-o publicamente após a alta hospitalar. Referiu que com surpresa constatara que se fala muito do trabalho dos médicos, mas que a verdadeira alma de um hospital são os enfermeiros. Presentes e próximos dos doentes vinte e quatro horas por dia, o seu cuidado e atenção são fundamentais para o bom funcionamento dos serviços, para a qualidade do atendimento, para o bem-estar dos doentes. E dá tanto, diariamente, nos hospitais e na comunidade. Na mesma semana da morte de Miguel Portas, a comunicação social deu ênfase a uma notícia sobre a Linha Saúde 24: o atendimento telefónico de enfermagem e as mais-valias que representa no aconselhamento em saúde e opções de recurso aos serviços de saúde em caso de doença súbita. Feito por enfermeiros com formação adequada para este tipo de intervenção, a linha telefónica Saúde 24 evita por mês cerca de 25 mil deslocações desnecessárias às urgências hospitalares. O seu trabalho faculta orientações que permitem a quem telefona cuidar de si mesmo, protelar para o dia seguinte uma consulta no seu centro de saúde ou, quando tal se justifica, uma referenciação dirigida para a instituição de saúde mais adequada a tratar a situação em causa. Se considerarmos que a maior parte das situações que recorrem a um serviço de urgência poderia ser atendida de forma adequada nos cuidados de saúde primários e que os custos de uma ida a um serviço de urgência são completamente distintos dos de um recurso à consulta do médico de família no centro de saúde da área de residência, com benefícios acrescidos para o doente, o trabalho realizado pelos enfermeiros da Linha Saúde 24 nos últimos cinco anos constitui uma significativa mais-valia para a saúde das populações e para a economia do país. Num e noutro caso os louros são devidos a um grupo profissional muito próximo das populações com quem e para quem trabalha, nos cuidados de saúde primários ou nos hospitais. Um trabalho frequentemente pouco valorizado a nível social e pela tutela e mal pago no serviço público. Uma profissão com competências próprias e grande capacidade de organização e realização de trabalho. Bem-haja aos enfermeiros portugueses."
Subscribe to:
Posts (Atom)
