Thursday, May 28, 2009

Porque partilhar é bom...

... foi bom partilhar um bolinho e uma grande conversa, na esplanada, numa tarde solarenga e de um verão que espero tenha vindo para ficar.
... foi bom partilhar angústias e sentires em relação à profissão que decidimos escolher.
... foi bom partilhar conversas sobre o futuro, sempre incerto, e onde este nos pode levar.
... foi bom falar de como o tempo transforma tantas coisas e desconhecidos ou colegas se tornam amigos para toda uma vida.
... foi bom partilhar conhecimentos, dúvidas e fontes de informação que nos dão algumas respostas.
... foi bom partilhar a roupa que não me serve ou já não uso e ver como ficas bem com ela e como sorris envergonhada porque "vais levar mais uma peça".

Essencialmente, foi bom e é sempre bom partilhar uma boa tarde com uma boa amiga. Gosto de vocês, meus amigos e amigas, mais do que muito. O que me dão todos os dias são motivos para sorrir e lutar contra tudo o que de menos bom pode acontecer no meu quotidiano. Obrigada por isso! E nunca deixem de fazer parte da minha vida :)

Tuesday, May 26, 2009

Existe.


Tardes agradáveis em Carcavelos...
sol, passeio, praia, esplanada...
e a companhia de uma grande amiga.

Monday, May 25, 2009

Custa crescer...

... disseste-me tu outro dia. Ah pois custa! Custa ouvir alguém dizer que não sabe como vai perder o amor da sua vida e não poder chorar com ela também mas acalmá-la, falar calmamente, estar ao seu lado. Enquanto se despede, enquanto decide, enquanto gere sentimentos diversos e contraditórios que eu nunca entenderei... são dela, deles, de anos e anos de partilha. Custa ver alguém que sempre esteve, que sempre foi, que é todos os dias a toda a hora... sentir-se ausente, negligente, como se o estivesse a abandonar. A ele, que nunca fica sozinho, porque de noite, mesmo quando ela não está lá fisicamente, está nas horas de sono perdidas atormentada com o possível telefonema do hospital, com a ideia de que ele pode estar a chamar por ela, que pode estar com dores. É o vazio da ausência que ainda não aconteceu. A saudade que se instala de tempos passados quando ainda existem momentos presentes para viver. É a grade da cama para baixo apenas para estar um pouco mais perto dele. A mão que toca, o beijo que se dá. A incerteza de amanhã poder dar outro... e o rosto coberto de água, pura e genuína, dela. Da alma dela.
... sim, custa muito crescer!

Final de Estágio.

Já acabou. A experiência de orientação de um grupo de 9 alunos de Enfermagem terminou, quase como um flash no momento de uma fotografia. Rápido, conciso, captando o que de melhor e o de pior há no momento, naquele momento. Falta o dia de avaliação, uma pequena reunião, troca de ideias, pareceres e sentires, tão importante para o aluno e tão desconcertante, às vezes, para o orientador... mas que no fundo em nada se compara com aquela primeira vez em que puncionam um doente, falam com a família de um doente em fase terminal, prestam cuidados de higiene no leito, encontram o corpo sem vida quando achavam que iam lá para dar a refeição à pessoa... as conversas que daí surgem, as lágrimas que não controlam, as diferentes reacções de cada um a um mesmo momento, período de tempo, situação. Explicar ou não explicar nada. Dar-lhes o espaço acompanhado para interiorizarem tudo. As perguntas que saltam em cada abordagem que nos fazem... umas que são respondidas com ponderação, de forma acertada e raciocinada, outras que saem ainda o cérebro não teve tempo de as percepcionar... resultado? Teorias brilhantes, do género dos estudos feitos no Cazaquistão (piadinha de estágio, responsabilidade do outro orientador...).
E fui eu, a absorver tudo. A aprender provavelmente muito mais do que eles sabem que eu aprendi. A observar também... eles, a interacção deles com os doentes, o outro orientador... sim, porque eu "ajudei" a aprender, ou melhor, a fazerem o percurso deles de aprendizagem, com apoio, mas também eu andei a captar tudo, perceber estratégias pedagógicas, a conversar e partilhar experiências que me ajudam a fazer melhor da próxima vez.
Se foi bom? Foi excelente. Percebi que gosto mesmo disto. De aliar a Enfermagem à Educação.
Se foi cansativo? Andei exausta. Não necessariamente porque a nível físico seja mais pesado, porque não é, mas porque iniciamos o turno com a atenção redobrada, com os olhos e ouvidos bem abertos, tentando captar tudo o que se passa, e esse nível de atenção só desce no final do turno...
Temos de nos conhecer muito bem e viver muita coisa, antes de nos tornármos a mulher de alguém. (Beyonce Knowles na Oprah)

Falta de civismo e transportes públicos.

Há já uns tempos que não andava um dia todo de transportes públicos, de um lado para o outro. Hoje utilizei-os todos... metro, autocarro da Carris, da Vimeca e comboio da CP, e lembrei-me do que me irrita nas pessoas a andar neles.
Os velhotes que, por o serem, acham que têm direito ao meu lugar quando têm outros tantos vazios mas cuja "companhia" não é tão agradável. Demonstrações de racismo e xenofobia...
O autocarro da Carris cheio de gente, quente, com todos os cheiros possíveis e imaginários no ar, com os vidros embaciados... eu de pé e de costas... e as náuseas!
As pessoas que, num conjunto de dois bancos vazios, se sentam no do corredor, para ver se vão toda a viagem sozinhas... resultado? No meio dos solavancos têm de se levantar e arriscar uma queda para deixar que outra pessoa se sente no banco ao lado.
Do perfeito incumprimento da ordem que existia na paragem, antes do autocarro abrir a porta.
Ainda assim, gosto de andar de transportes públicos. Mas hoje em dia, não compensa em muita coisa... entre elas, no tempo e no preço que se gasta, pelo menos para ir pontualmente a Lisboa. Hoje gastei quase 8 euros.

Cúmulos...

Um senhor a pedir esmola no metro e a falar ao telemóvel.

Quem comprou o telemóvel e quem pagará as chamadas?...