Monday, February 8, 2010

- "Vou muitas vezes ao cinema sozinha."
- "Ai! Que horror!"
Porquê? Será que temos de fazer sempre tudo com alguém para isso ser bom? Ir ao cinema, fazer compras, comer fora, passear no paredão num dia de s0l... Se me apetece, vou. Se puder ir com alguém, óptimo, mas nem sempre há disponibilidade ou a vontade surge de repente, e não é por isso que vou deixar de ir.
Não ponho em causa que, como é óbvio, sabe muito bem partilhar esses pedaços de vida com alguém... amigo, familiar, namorado. Mas temos de saber também partilhar o silêncio e o espaço da solidão, saber estar connosco, apenas e só.
Se não nos conhecemos, se não conseguimos estar connosco, como poderemos dar-nos a conhecer a outro e exigir que ele queira e goste de estar connosco?

Nas Nuvens.



Um filme leve, sobre a simplicidade e complexidade das decisões do dia-a-dia. As escolhas que fazemos, os rumos que tomamos, as voltas que a vida dá. Nós, quando nos enfrentamos com a consequência dos nossos actos e dessas opções. E depois, não há muito que fazer, a não ser procurar novos caminhos. Mesmo que não sejam os que mais desejamos.

Porque a vida, os prazeres da vida, só fazem sentido se partilhados. E porque qualquer pessoa precisa de um "co-piloto".

Sunday, January 31, 2010

... searching ...

Aquele abraço... aquele beijo... aquele olhar.

Porque para eles não há uma "melhor altura", um "melhor momento". Quando é, é. E é bom.

Friday, January 29, 2010

Uma questão de "bom senso"... mais de 15000 enfermeiros na rua.

Mais de 15000 enfermeiros saíram hoje à rua, no culminar de três dias de greve que tiveram uma adesão enorme, que rondou sempre os 90%. Uma vez mais as notícias na TV foram um pouco apressadas, pouco clarificadoras do impacto de algo que há mais de 20 anos não acontecia.
Saímos à rua para reclamar uma revalorização dos nossos salários e da nossa progressão na carreira. Não reclamamos receber mais por receber mais, mas receber aquilo que Enfermagem, em 1999, adquiriu como direito incontornável ao tornar-se licenciatura: receber o mesmo que outros profissionais que têm o mesmo nível de formação.
Foi bom, encorajador e revigorante ver a união da classe, a vontade de lutar pelos nossos direitos e por condições mais dignas de trabalho.
Ouviram-se aplausos e apoios à nossa luta, assim como comentários do género "vão mas é trabalhar". A essas pessoas apenas alguns comentários:
- Lutou-se muito no nosso país para sermos hoje um país democrático e livre, onde a greve e as manifestações são formas de protesto admissíveis e desejáveis;
- Muitos colegas teriam gostado de ter estado lá, nas ruas, connosco, e estiveram a prestar cuidados mínimos, para quem realmente necessita dos nossos cuidados não ficasse demasiado prejudicado (quantos profissionais têm esta exigência quando querem expressar a sua opinião e vontade?);
- Ao lutarmos pelos nossos direitos estamos também, e em grande parte, a lutar pelos direitos de todos os nossos utentes de receber os melhores cuidados de saúde, com o grau de excelência que apenas profissionais motivados e que apostam na formação contínua podem proporcionar (e sem dinheiro, tempo e serviços com dotações eficazes de enfermeiros isto não é possível!).
Foi um dia bom, com pessoas boas e ideias boas. Foi um dia do branco em Lisboa, de gritos entoados, de longa caminhada.
A quem nos pede "bom senso"... questione-se se somos nós ou a senhora que não o temos.

Wednesday, January 27, 2010

My life, lately...


A época de exames terminou... duas semanas e meia de loucura completa! Dormir a manhã toda, estudar à tarde e à noite, às vezes até às 3h... descansar por períodos, ir ao ginásio... pouco mais! Mas até agora posso dizer que tem valido a pena o esforço! Têm aparecido bons resultados, o que me deixa aliviada e feliz. Sim!, porque já que estou a gastar tempo e dinheiro, horas de sono e descanso... que seja para conseguir não só sair especialista mas também mestre, e para tal a média tem de ser superior a 14! Para já estou a consegui-lo... e com uma boa vantagem! :)
Depois do último exame, na segunda-feira, decidi oferecer a mim mesma uma aulinha relaxante de Pilates, um jantar no Oeiras Parque e uma ida ao cinema! E lá fui eu ver o "Nove"... mmmmm... eu que até gosto de musicais, fiquei um pouco desiludida... ainda que com alguns momentos brilhantes, o filme desapontou. Mas valeu por ir ao cinema, algo que não fazia há demasiado tempo!

E hoje, uma bela tarde e noite com a Pipinha! Lá fomos nós à agência... o senhor era louco, completamente, não se calava um segundo e a uma velocidade estonteante, mas deu para rir! E depois comprinhas! E muitas! Preços de chorar por mais! O que nos rimos...! e tudo isto num centro comercial que mais parece uma cidade... o Dolce Vita Tejo. Questiono-me: será necessário ter tantos centros comerciais neste país?!? Fica para pensar.

Friday, January 15, 2010

Três já estão, faltam outros três...

... isto se não chumbar nenhum dos exames ou dos trabalhos, claro!


Ritmo desmesurado.

Haiti.

Acontece sempre implacavelmente, sem aviso prévio. Em segundos a terra treme e a vida de milhões de pessoas muda. E acontece, tantas e tantas vezes, aos povos que antes já sofriam muito, que antes já não tinham recursos, que antes já viviam no fio da navalha.
A quem para lá se deslocou para ajudar... calma, persistência, coragem. Adorava poder ir e fazer algo mais do que doar algum dinheiro e escrever neste blog. O trabalho que estas equipas fazem é incrível e muitas vezes desvalorizado. O tempo que se tarda é precioso para que as coisas funcionem. Nada é pior que uma missão destas com um começo desorganizado. No meio do caos, tudo tem de ser pensado ao milímetro.
Aos haitianos a força para voltarem a erguer o país, para encontrarem alguma satisfação na vida, algum motivo para sorrir. Que os pesadelos não durem eternamente e que amanhã seja um dia melhor.
Não ponho nenhuma imagem da destruição, morte e sofrimento a acompanhar este post. Já são muitas as imagens que vemos em todos os meios de comunicação existentes. A meu ver, por vezes demasiado explícitas. Respeitar os mortos e as vítimas destes acontecimentos passa também por não revelar as suas faces e corpos estendidos no chão.